Nosso fotógrafo oficial @ThiagoMarzano trouxe um ensaio lindo para vocês, dessa vez da linda @judacoregio, numa banheira com poses tão quentes que até a Marilyn Monroe interagiu.



Veja o ensaio completo no site do Thiago
Se você gostou, siga no Twitter e conheça também o portfólio do Thiago >> http://thiagomarzano.com Aproveite também e visite o blog com textos da Juliana Dacorégio.
E se você tem um sonho de fazer um ensaio ou um book tão maravilhoso quanto este, acredite, é muito possível. E ainda pode ser destaque de nossa coluna “Pra Casar”.
Interessadas, façam contato através do: pracasar@manualdasencalhadas.com.br
por FELIPE VOIGT
Mesmo cansada e com dor de cabeça, ela se deita esperando.
Ele mal a beija, mal a toca, apenas pede que abra a perna que ele fará o resto. Ela já nem finge gostar. Ele não percebe, ele não a nota. Apenas quer gozar e deitar realizado, como o macho que cobriu sua fêmea. Não se olham, ele apenas quer acabar logo sua obrigação de homem. Ela deixa, pois precisa que tudo acabe logo para se recolher deitada de lado na cama novamente. Ela precisa deixar para que no dia seguinte ele a trate bem de alguma forma, mesmo sendo um questionável modo de tratá-la.
Na noite anterior ela acordou nua. Não se lembra o que aconteceu. Ele mexeu nela e ela não consentiu. Ela sequer estava ali, consciente. Ela nunca está. Para ele, pouco importa. Ele quer o pedaço da carne, apenas. A essência dela pouco importa. O bem-estar dela é ignorado. A vontade dela também. Ela é ignorada e ainda segue. Ele não a ama, apenas a detém. É um território, uma propriedade, uma área onde pode abusar como bem entender.
A falta de respeito à mulher mostra todo o caráter de um homem.
Mas o que é o respeito a uma mulher? Você precisa saber identificá-lo para conseguir cobrar quando ele se ausentar ou se omitir. Se não sabe o que é ser respeitada, fatalmente não saberá educar os homens que passarem por sua vida.
O que esperar de um homem que abusa de uma mulher dormindo ou dopada? Ou que impõe o sexo como uma obrigação a qual a mulher não pode recusar? Homens assim apenas menosprezam, aprisionam e subestimam as almas femininas. Não são homens, são apenas monstros. Coagem e manipulam, pouco se importando com o bem-estar daquela que pessoa que ainda insiste em proporcionar-lhe companhia afetiva.
Mas há afeto? Há relação? Ou apenas uma imposição?
Achar isso normal já foi um padrão em nossa sociedade, mas hoje não é mais. Não dá mais para aceitar comportamentos assim, que rebaixam a mulher a um mero pedaço de carne, um simples par de peitos, uma reles peça de buceta. São homens assim que legitimam o comportamento padrão machista, que rebaixa a pessoa ao seu gênero, não considera seu espaço como mulher, como ser humano, como alma viva.
Conheço mulheres que acham natural o marido\namorado molestá-las durante o sono, que é comum o homem forçar o sexo quando elas recusam, que isso tudo é o esperado de um “homem”. Mas não é comum, não é normal e é digno de revolta e consternação.
Que tipo de homem é esse? Que se sujeita a molestar uma mulher inconsciente ou apenas repete “abra a perna que eu faço o resto”? Qual razão plausível para isso? Não há… é apenas um retrato de um caráter questionável. Um homem assim é capaz de qualquer coisa por cinco minutos de gozada solitária e deprimente. Um homem assim não respeita nem admira, apenas subjuga. Tratará todas as mulheres da mesma forma, seja ela esposa, irmã, mãe ou filha.
Veja a forma que um amigo, namorado ou marido trata as mulheres de sua família. Será assim que ele a tratará. Se ele não procura a mãe para saber como ela está, ele não te procurará também. Se ele desdenha da irmã quando a mesma chora por um problema, o mesmo ele fará contigo. Se ele apenas vê a amiga como uma foda a ser conquistada, você também será apenas isso para ele: uma foda garantida.
Mas há aqueles que vão além. Que abusam do poder estabelecido sob muita ameaça e coação. Esses são os que não pedem consentimento, não aceitam o não, enxergam em qualquer postura um “sim, venha me foder”. Para eles, a dor de cabeça é charminho; a recusa é um joguinho; o sangue é natural; as lágrimas um mero desequilíbrio a ser distraído, a dor, uma comum conseqüência.
Isso mexe comigo de uma forma estranhamente absurda. Estou sob constante efeito disso, não durmo, apenas bebo tentando amenizar o impacto em mim e nada surte efeito. Choro, vomito, perco o sono… Por que sei o quanto isso pode ser aterrorizante para uma mulher e o quanto um abuso aparentemente simples pode mexer com o emocional da pessoa. Não sei aceitar isso como algo corriqueiro e natural. Não, não é: é uma anormalidade, uma aberração, uma grave deficiência de caráter.
Há mulheres que foram educadas ao longo da vida a aceitarem isso como algo normal, que todo homem a trataria assim. Não, não é normal. Qualquer ser humano precisa ter direito ao controle de suas vontades, desejos e anseios. Logo, um outro ser humano sobrepor essas vontades apenas demonstra a forma como esse idiota maniqueísta vê aquela parceira: um mero pedaço de carne, uma posse, sua terra, seu fantoche sexual-emocional.
Não, isso não é normal!
É uma atrocidade! Aquele que se sujeita a praticar um ato aberrante como esse está sujeito a praticar coisa ainda pior. É repulsivo, é degradante, é lamentável em todos os aspectos. E estabelecem-se padrões morais deturpados àqueles que o cercam, padrões que serão repetidos pelos filhos, padrões que serão aceitos pelas filhas.
Se você não quer que seu filho trate alguém como ele a tratou, acorde!
Se não quer sua filha passando por isso com alguém, acorde!
O que mais é preciso acontecer para que haja um despertar?
Siga no Twitter o autor deste texto: @FelipeVoigt
Published on: Sep 18, 2010 @ 13:16
Mais do que um exercício de auto estima já virou praticamente um mantra o termo valorizar-se.
Ok! E acho que temos mais é que nos dar o DEVIDO VALOR, mesmo.
Mas só o devido!
O que vejo por aí, TO-DO-SAN-TO-DIA, é gente exercitando a auto-valorização com um superfaturamento estrondosérrimo!
Ou seja, a pessoa quer dar a si mais valores do que ela realmente tem.
Falando em analogias, seria o mesmo que dizer que coloquei meu Fusca 69, com lataria ruim, pintura queimada, estofado detonado e motor fundido ao preço de um Gol Zero Km.
Ou seja, não só não vou vender o Fusca nunca como também vou ser motivo de chacota (com toda a razão, aliás)!
Aí, alguma lindona que está lendo isto se perguntará:
- “ahan, Dra, então eu tenho é que viver me achando a pouca merda que sou?”
Não! Quer dizer, você pode mudar isto! Como?
Agregando valores a si!
Lembra do meu Fusca 69 todo estrupiado?
Se eu melhorar a lataria, dar um tapa na pintura, arrumar o motor, colocar vidros elétricos e etc, agregando valores e adquirindo mais ‘argumentos de vendas’, ele vai valer mais no mercado pelo mérito e pelo valor agregado, certo?
Pois, então, você pode fazer o mesmo com você! E, cá entre nós, isto não será bom só para sua auto estima ou para o momento de conquista. Será efetivamente bom pra você em todos os sentidos!
Mas como agregar valores a mim?
Pra começar, é bem simples, basta vontade e esforço próprio.
Te aconselho que participe do nosso novíssimo FORUMe do Y! Group. Discutir assuntos, expor e ouvir opiniões, trocar idéias é uma forma muito eficaz de agregar valores!
Que tal, também, ir atrás de um curso online, por exemplo? A vantagem é que você pode fazer em seu tempo livre e alguns são gratuitos e até com certificado.
Consulte a lista de sugestão de alguns Institutos que oferecem cursos online:
- Cursos Online SEBRAE
- JurisWay
- EAD SENAI
- CDTC – Centro de Difusão de Tecnologia e Conhecimento
- Escola Virtual – Fundação Bradesco
- Cursos OnLine CIEE
- Cursinho Pré Vestibular OnLine
- Cursos iPED
Também é legal ler mais sobre assuntos variados, pra poder ter mais força opinativa nas conversas, argumentos reais num papo mais sério e tal.
Experimente jogar qualquer tema que te interesse na busca do google e explorar as abas laterais (Tudo, Imagens, Vídeos
, Mapas
, Notícias
, Livros
, Blogs
, etc) e veja quanto de um assunto que você acha que conhece pode ter para ser descoberto.
Ou, então, que tal visitar sites agregadores de conteúdo como o Ocioso, por exemplo? Então, dê só uma olhadinha em quanta coisa boa você pode encontrar lá para agregar-se valor:
Portanto, chega de exigir que os outros enxerguem em você valores que você não possui ou que possui mas precisa aprimorar, desenvolver, evoluir.
A palavra de ordem agora não é mais valorizar-se e, sim, agregar valores!
Espero seu sincero comentário, aqui!
No Twitter >> @DraDoAmor
Pode alguém enxergar vida fora da relação com outros olhos? Será que sua relação atual – ou todas as que teve até hoje – não configuram um Mito da Caverna? A parábola de Platão é perfeitamente aplicável no que você vive dentro das relações que costuma ter e pode te ajudar a enxergar melhor onde tem errado e onde tem aceitado o erro alheio. Se ela inspirou Matrix, por que não te inspirar em seu próximo namoro?
Imaginemos a seguinte situação: sua relação é uma caverna, onde lá dentro você se encontra acorrentada. Desde sempre, só conheceu as correntes que te impedem de se mover e faz com que você olhe apenas em uma direção: o fundo da caverna. Aquilo é a sua realidade, não conheceu outra diferente. Tolhida de espaço, se acostumou apenas a olhar o fundo e acha que isso é o que uma relação tem para oferecer. As correntes são impostas pelo ciúme e sentimento de posse – seu e da pessoa ao seu lado. Suas correntes são seus padrões de liberdade estabelecidos por preceitos morais e sociais com os quais foi educada desde criança.
No fundo da caverna, você apenas enxerga sombras projetadas por uma fresta atrás de você. Elas são seus conceitos sobre amor, cumplicidade, lealdade, fidelidade e respeito. Como não consegue se virar para olhar a fonte da luz e o que de fato causa as sombras, acostumou-se a achar que as imagens disformes projetadas na parede são a única verdade existente dentro daquela relação. Você não conhece outras formas a não ser as sombras e passa a achar que aquilo é toda sua realidade única. Como as sombras são praticamente auto-impostas pelos mesmos preceitos morais, sociais e de educação, se contenta a contemplar apenas aquela parede já que assim lhe foi mostrado.
Nessa parede, ainda, você ouve o eco dos sons projetados lá fora. Sem saber da origem de cada um, educou-se para ouvir apenas aquilo que é ecoado. Esses ecos são justamente os conceitos de outras pessoas que, como você, ouvem a mesma coisa desde sempre e tomam aquilo como verdade absoluta. Os ecos são as promessas quebradas, os ideias divergentes, as ofensas recebidas e os soluços abafados em choros contidos. Você ouve apenas aquilo que sempre ouviu de todo mundo.
Nesse ponto, podemos estabelecer sua relação, não? Você cresceu nessa caverna, foi educada a aceitar que as correntes são naturais, que as imagens disformes são as únicas coisas que poderá ver como realidade e os ecos são tão naturais que não sabe ouvir algo diferente. A caverna é o que julga ser uma relação e não espera nada além disso, pois simplesmente não conhece que há algo lá fora. Para você, não há lado de fora.
Ok.
Mas e se um dia alguém quebrar suas correntes? O que aconteceria a você? Se uma pessoa tivesse a coragem de descer até sua caverna e te resgatar e te mostrar o mundo pelo lado de fora, onde as imagens e sons são gerados realmente? O que te aconteceria?
Sentiria as dores de se colocar ereta, na postura ideal que se espera de alguém em uma relação. Deixaria de ocupar apenas aquele espaço delimitado pelas correntes e se sentiria perdido por um momento. Teria medo de explorar a caverna toda, sentiria insegurança em se virar contra a parede, tão confortável e segura. A dor te traria temor de andar, pois não está acostumada a poder andar. Mas uma hora conseguiria vencer esse obstáculo e ao explorar a caverna, veria que a fresta iluminada te convida a ultrapassá-la.
Mesmo com toda dificuldade de transpor a abertura, você conseguiria sair, pois teria mobilidade para isso e um sentimento de querer mais tomaria conta de você. Porém, logo ao sair, uma vez que seus olhos acostumados às trevas da caverna, se cegaria e seria tomada novamente pelo medo e insegurança. A luz da realidade te assustaria. Sentiria falta do conforto da caverna, pois ainda soaria confortável naquele momento.
Passado um tempo, contudo, seus olhos doeriam menos e se sentiria aquecida, uma sensação que nunca sentiu antes pois a caverna era fria. E aquecida veria tudo com uma clareza que jamais te cegaria novamente. Veria que os conceitos projetados no fundo da sua antiga relação eram apenas conceitos disformes do que realmente é amor, lealdade, fidelidade e respeito. Veria toda a natureza das relações com as cores vivas e imagens nítidas, ouviria não apenas os ecos e sim as fontes daqueles sons e compreenderia o que está sendo dito e gerado. Entenderia que o que ouviu lá dentro veio com um ruído que a educou de maneira errada. A grandiosidade da vida fora da caverna iria te maravilhar e entender melhor as sombras na parede e os ecos e as correntes. Agora, do lado de fora, você enxergava e não apenas via; você escutava e não apenas ouvia; você não só andava mas também corria.
E de tão maravilhada, tentaria voltar para a caverna e contar aos demais, seu parceiro de antiga projeção, seus amigos e familiares, o quão maravilhoso pode ser um mundo livre de correntes e sombras e ecos. Mas ao voltar, sentiria o frio daquele interior que antes era confortável. Seus olhos, acostumados agora à luz, se cegariam e te fariam se machucar ao trombar com as paredes e correntes jogadas no chão. Teria de se arquear novamente para andar e se postar ao lado dos demais. Sentiria o mesmo silêncio de antes, uma vez que os ecos não seriam compreensíveis como eram antes.
Ao contar que se desprendeu e aprendeu, ouviria apenas o desdém daquele que ainda se posta na sua antiga posição. Te tachariam de louca, que viajou demais, que isso não existe e que está a filosofar demais. Sentiria vergonha por ter ousado a conhecer o além e se calaria por medo de soar ingênua ou infantil ou até ousada demais. Talvez até se acomodaria na antiga posição e tentaria enxergar as sombras no fundo da caverna da mesma forma como as via antes. E fatalmente aceitaria algumas correntes por sentir que não saberia quebrar as correntes alheias.
Mas você andou, ficou de pé, conheceu o gosto da luz e a beleza dos sons. E aí: será que conseguirá se sentar novamente naquela mesma caverna e contemplar apenas a sombra daquilo que um dia conseguiu viver e degustar e se fartar?
Você merece mais pois aprendeu que há mais. As cavernas são apenas realidades paralelas e certamente não caberá mais em nenhuma depois disso. Suas relações são assim: ou alguém te prende à caverna dele ou alguém te puxa pra fora e te faz viver sob a luz. Cabe a você ter a coragem de abdicar de velhas correntes e sentir que merece respirar aqui do lado de fora.
- PROMOÇÃO:
No próximo dia 03, a comédia “Mulheres Alteradas” restreará no Teatro Amil, em Campinas e você poderá ser prestigiar de graça!
Para participar do sorteio é fácil:
- basta seguir @etfdirector e a @DraDoAmor e retweetar a seguinte frase:
Para concorrer a um par de ingressos para ver #MulheresAlteradas basta seguir o @etfdirector e a @DraDoAmor e RT isto! http://kingo.to/YR6
Regras:
- Será sorteado 01 (UM) par de ingressos para o espetáculo Mulheres Alteradas.
- Se o vencedor não estiver seguindo as duas contas na hora do sorteio, faremos um novo até que o vencedor se encaixe nas regras.
- O sorteado ganhará direito à duas entradas para o espetáculo Mulheres Alteradas, no dia 03 de fevereiro, no Teatro Abril, em Campinas.
- Assim que sorteado, o vencedor deverá fazer contato via DM em até 03 horas após o sorteio. Depois disso, considerar-se-a desistente.
- O sorteado deverá estar ciente de que, para a retirada do par de ingressos, ele deverá comparecer à bilheteria com PELO MENOS uma hora de antecedência da hora marcada para o início do espetáculo, que lhe será informado via DM.
Este sorteio é um oferecimento do diretor do espetáculo, Eduardo Figueiredo, como forma de cortesia e o Manual das Encalhadas é apenas o veículo utilizado para promover o mesmo.
Com elenco estelar, Samara Felippo, Flávia Monteiro, Marisol Ribeiro e Daniel Del Sarto
Um dos maiores fenômenos editoriais da Argentina, com mais de 300 mil livros vendidos, o texto é a adaptação de cinco volumes de ‘Mulheres Alteradas’, da chargista e cartunista Maitena, e na adaptação para o teatro é o grande fenômeno contemporâneo do teatro nacional, visto em pouco mais de 1 ano desde sua estreia por mais de 120 mil pessoas !
Participação, ao vivo, da banda “Alteradas”, com um repertório
composto especialmente para a montagem
Após grande sucesso de público e crítica em São Paulo e no Rio de Janeiro, com mais de 120 mil espectadores, o espetáculo “Mulheres Alteradas”, de Maitena, com dramaturgia de Andrea Maltarolli e direção de Eduardo Figueiredo segue em turnê por todo o brasil. No elenco, as atrizes Samara Felippo – contratada da rede Globo, e que acabou de viver a filha de Dercy Gonçalves na minissérie ‘Dercy de Verdade’ – Flávia Monteiro – atriz que teve destaque no papel da professora Carolina na novela ‘Chiquititas’, entre dezenas de outras novelas na Rede Globo (incluindo a antológica ‘Vale Tudo’), também ‘Pantanal’ na extinta Rede Manchete e atualmente é contratada da Rede Record, onde recentemente concluiu ‘Ribeirão do Tempo’ e prepara-se para protagonizar a novela da emissora ‘Máscaras’ de Lauro César Muniz -, Marisol Ribeiro – recentemente atuou na novela ‘Morde e Assopra’ como Melissa – as três atrizes interpretam três amigas para lá de cativantes e engraçadas. Daniel Del Sarto – ator que está no programa ‘A Turma do Didi’ – completa o elenco, interpretando vários personagens masculinos.
“(…) aquela que até ontem esperava dormindo, compra uma cinta liga; a executiva que administrava uma empresa quer viver em um camping; aquela que cuidava da sogra como sua própria mãe interna as duas em asilo; a magra vira uma vaca de gorda e a gorda perde vinte quilos”. Maitena
Porém, na adaptação brasileira, elas ganham nomes e personalidades: Lisa (Samara Felippo) é separada do marido, mãe de um único filho, inteligente, com preocupações fúteis, porém, em crise por conta de um nódulo que apareceu em um dos seios; Alice (Marisol Ribeiro) é uma mulher solteira, vive no “mundo da lua”, mas não desiste de encontrar o seu grande amor; já Norma (Flávia Monteiro) é uma executiva pragmática, casada, com dois filhos e, agora, se depara com a terceira gravidez. Daniel Del Sarto incorpora vários personagens masculinos, sem nomes definidos e repletos de personalidades, os quais prometem criar uma identificação imediata com os homens presentes na plateia.
O texto de Andrea Maltarolli – novelista da TV Globo, que faleceu em 2009, após o grande sucesso de sua trama “Beleza Pura”-, com colaboração deBernardo Jablonski, é uma adaptação inédita dos cinco volumes da série “Mulheres Alteradas”, de autoria da chargista e cartunista argentina Maitena.
O Brasil é o primeiro país a exibir uma adaptação da obra de “Mulheres Alteradas” para o teatro, direitos cedidos à produtora ‘manhas & manias de eventos’, que tem como produtor e sócio, o ator Maurício Machado.
Maitena negou a venda dos direitos de sua obra ao cineasta Pedro Almodóvar. A autora também não concedeu os direitos a produtores de cinema do México e dos EUA. Os palcos da Argentina, Espanha e México também não foram contemplados.
Respeitando as ideias de Maitena na abordagem de temas tão caros ao mundo feminino – como o corpo, moda, homens, amores, família, filhos, trabalho, o passar do tempo e a falta dele – essa versão cênica, 100% aprovada pela autora, é fiel ao retratar o seu talento e o humor ao compartilhar desse fascinante e misterioso universo rosa-choque.
A peça mapeia o discurso sobre a feminilidade presente no mundo contemporâneo dessas mulheres, assoladas por cobranças e demandas desgastantes e, às vezes, quase impossíveis de atender simultaneamente: trabalhar o dia todo, dentro de casa idem (e de forma exemplar!), serem mães maravilhosas, amantes insuperáveis e manter as boas formas física e estética. Isso, sem contar com a necessidade de ostentar uma vida emocional serena, equilibrada, a toda prova.
“Elas representam as figuras femininas, que em geral não possuem nomes, da quadrinista argentina Maitena. Essas personagens espelham características de uma mulher universal, cujos assuntos preferidos são: corpo, moda, homens, amores, família, filhos e trabalho”, resume Eduardo Figueiredo.
FICHA TÉCNICA:
Autora: Maitena
Dramaturgia: Andrea Maltarolli
Colaboração: Bernardo Jablosnki
Direção: Eduardo Figueiredo
Assistência de direção: Maíra Knox
Elenco: Samara Felippo, Flávia Monteiro, Marisol Ribeiro e Daniel Del Sarto
Participação especial: Banda Alteradas (ao vivo) – Elaine Giacomelli, Clara Bastos e Anne Caroline
Stand in: Pedro Nercessian e Cibele Larrama
Direção Musical: Elaine Giacomelli e Eduardo Contrera
Direção de Arte, Cenário e Figurinos: Maíra Knox
Coreografias: Henrique Rodovallo – Quasar Cia. de dança
Preparação do Elenco: Daniela Biancardi
Criação de Luz: Guilherme Bonfanti
Assessoria de Imprensa: Daniela Cavalcanti (RJ) e Morente Forte (SP)
Estágio de Direção: Eric Mourão
Produção Executiva: Patricia Palhares
Administração: Marcelo Vieira
Secretária: Isabel Perez
Direção de Produção: Maurício Machado
Realização e produção: Manhas & Manias de Eventos
SERVIÇO:
Local:
Datas:
Reservas e grupos:
Duração: 80 minutos
Ingressos:
Classificação Indicativa: 12 anos
Gênero: comédia
CURRÍCULOS:
Maitena – Autora
Maitena começou a publicar suas tiras na década de 80, momento em que também publicou quadrinhos eróticos em revistas undergrounds, como a Makoki, de Barcelona, e Sex Humor, Fierro, Humor e Cerdas y Peces, na Argentina. Seu currículo também inclui roteiros para a televisão e uma boa experiência com a culinária (hoje um hobby). Ela foi dona de um quiosque 24 horas e de um restaurante. A primeira tira cômica, Flo, foi estampada no diário Tempo Argentino.
No argentino La Nacíon, as tiras de Maitena, que são publicadas desde 1998, levam o nome de Superadas, termo que seu pai usava para mulheres divorciadas, que tomavam anticoncepcionais ou faziam psicanálise. Atualmente, outros diários argentinos publicam as tiras, como o La Voz Del Interior, de Córdoba, e Los Andes, de Mendoza. O El Pais, do Uruguai, e a revista espanhola El Juevesta também publicam Superadas, que teve 150 tiras compiladas em livro a ser lançado futuramente no mercado brasileiro, pela editora Rocco. Na Argentina, o livro vendeu mais de 40 mil exemplares por mês.
No Brasil Maitena tem coleções que foram publicadas pelas editoras Planeta e Rocco. Suas figuras ágeis, donas de frases curtas e ligeiras, podem ser lidas, semanalmente, no caderno Equilíbrio, do jornal Folha de São Paulo e na Revista Claudia.
Andrea Maltarolli – Dramaturgia
Autora de telenovelas da TV Globo. Sua estreia na televisão foi em 1995 na primeira fase de Malhação, sendo uma das criadoras desse bem-sucedido seriado. A autora também participou dos roteiros globais, dos humorísticos: Zorra Total, A Turma do Didi e Escolinha do Professor Raimundo. Em 2008, estreou sua primeira novela solo: Beleza Pura. Faleceu aos 44 anos, em 22 de setembro de 2009, em decorrência de um câncer, descoberto um ano antes. Antes de falecer, Andrea estava trabalhando na sinopse de uma nova novela das sete para a TV Globo, que tinha o foco principal voltado a “fantasmas”. O seu último trabalho foi o texto de Mulheres Alteradas.
Eduardo Figueiredo – Diretor
Idealizador e diretor geral do projeto Mulheres Alteradas, Eduardo é mestre em Teatro pela USP. Entre as peças que dirigiu estão: O Mistério do Fantasma Apavorado, de Walcyr Carrasco, adaptação da obra de Oscar Wilde; O Fantasma de Canterville,com Bia Seidl – grande sucesso de público e crítica em SãoPaulo e Rio de Janeiro.
Em 2008 dirigiu A Soma de Nós, de David Stevens, com Luiz Carlos de Moraes. Assinou, em 2009, como autor e diretor de Só os Doentes do Coração Deveriam ser Atores,com Antonio Petrin. Produtor de dezenas de espetáculos em seu currículo.
Para 2012, está captando recursos para 3 espetáculo inéditos: “Superadas”, também da cartunista argentina Maitena; o espetáculo infantil Aprendiz de Feiticeiro, de Goethe, adaptado por Walcyr Carrasco, onde pretende repetir a parceria de sucesso de O Mistério do Fantasma Apavorado, como diretor e “O Caso do Vestido Vermelho ou a História de um Amor que Queria ser Autêntico” que também assina autoria e direção.
manhas & manias de evento – Produção
Com 16 anos de experiência em projetos culturais, a manhas & manias de eventos produziu vários espetáculos premiados, entre eles: “Em Nome do Pai”, com Cláudio Cavalcanti; “Só Os Doentes do Coração Deveriam Ser Atores”, com Antonio Petrin; “O Mistério do Fantasma Apavorado”, adapt. da obra de Oscar Wilde por Walcyr Carrasco, ambos dirigidos porEduardo Figueiredo; “O Último Bolero”, com Francisco Cuoco,AdrianaLessa edireção de Gracindo Jr.; “A Soma de Nós”, com Rogério Fróes, Mara Manzan, Nicette Bruno; entre outros.
Otros projetos: “Cyrano”, espetáculo dirigido porKaren Aciolycom Nívea Stelmann, Thierry Figueira,Tadeu Mello eMaurício Machado e supervisão de Bibi Ferreira; “As Traças da Paixão”, espetáculo de Alcides Nogueira, com Lucélia Santos e Maurício Machado; Em 2011, o sucesso do besteirol “Solidão, a comédia”, deVicente Pereira,com Maurício Machado, direção de Claudio Tovar, no Rio de Janeiro no Teatro Cândido Mendes e em São Paulo, no Teatro Next, junto com a exposição “Assim era o Besteirol”, uma grande homenagem ao autor e ao gênero, a superprodução “Avalon”, baseado no clássico ‘As Brumas de Avalon’, com Lucélia Santos, Caio Paduan e grande elenco, no Teatro Popular do Sesi.






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